Locais mal-assombrados no Brasil incluem Edifício Copan e Joelma em SP

Por Gustavo José

O Brasil é rico em lendas urbanas e histórias de assombrações, muitas delas ligadas a tragédias reais que marcaram a história do país. De edifícios icônicos em São Paulo a minas antigas em Minas Gerais e casarões no Rio de Janeiro, diversos locais ganharam fama de mal-assombrados ao longo dos anos, com relatos persistentes de vultos, ruídos estranhos, vozes e aparições. Esses lugares atraem curiosos, investigadores do paranormal e até turistas em busca de experiências arrepiantes.

Edifício Copan (São Paulo, SP)

Edifício Copan

Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1966, o Copan é um dos prédios mais emblemáticos da capital paulista. Apesar de sua arquitetura moderna e da vida pulsante com milhares de moradores, relatos de fenômenos paranormais são comuns desde sua construção. Moradores e funcionários contam histórias de vultos nos corredores, ruídos inexplicáveis, elevadores que param sozinhos ou abrem portas em andares vazios, e até sussurros como "psiu" nas escadas de emergência. Alguns fantasmas ganharam até nomes, como o "Homem da Casa das Máquinas" ou o "Conchinha". Essas lendas viralizaram nas redes sociais nos últimos anos, alimentando a reputação do edifício como um dos mais assombrados da cidade.

Edifício Joelma (São Paulo, SP)

Edifício Joelma

Hoje conhecido como Edifício Praça da Bandeira, o local ficou marcado pela tragédia de 1º de fevereiro de 1974, quando um incêndio causado por curto-circuito matou 187 pessoas e feriu mais de 300. O fogo se espalhou rapidamente devido a materiais inflamáveis e falhas de segurança. Desde então, funcionários e visitantes relatam vozes, gritos, figuras misteriosas e sensações de angústia. A fama de mal-assombrado é reforçada por histórias anteriores ao prédio, como um crime em 1948 no terreno, onde um homem assassinou a mãe e irmãs, jogando os corpos em um poço. O "Mistério das Treze Almas" — corpos não identificados enterrados juntos — também contribui para as lendas.

Mina da Passagem (Mariana, MG)

Mina da Passagem (Mariana, MG)

Uma das maiores minas de ouro abertas à visitação no mundo, localizada entre Mariana e Ouro Preto, a Mina da Passagem tem raízes no século XVIII. Em 1936, uma inundação subterrânea afogou cerca de 15 a 17 mineiros. Desde então, visitantes e guias relatam barulhos de sinos, correntes sendo arrastadas e vultos em túneis vazios. Há também a lenda do "Capitão Jack", um espírito de um inglês que teria morrido no local no século XIX, ainda vagando pela mina.

Castelinho do Flamengo (Rio de Janeiro, RJ)

Castelinho do Flamengo

Este centro cultural na Praia do Flamengo, construído em 1918 em estilo eclético, abriga uma das lendas mais conhecidas do Rio. A história conta que, na década de 1930, um casal morreu em um acidente de carro, deixando a filha órfã. A menina, confinada em uma torre por um tutor, teria se suicidado. Seu espírito, em busca de vingança, assombraria o local com barulhos e aparições. Hoje, o Castelinho é um espaço cultural, mas a fama de mal-assombrado persiste entre visitantes e funcionários.

Essas histórias misturam tragédias reais com o imaginário popular, tornando esses locais pontos de interesse para quem gosta de mistérios. Seja por curiosidade ou ceticismo, vale a pena conhecer, mas com cautela, especialmente à noite!