A Indústria Engordou Você… Agora Quer Vender a Cura

Por Gustavo José

Seis pessoas morreram, duzentas e vinte e cinco tiveram o pâncreas destruído. E você ainda continua tomando Mounjaro. 

Primeiro, envenenaram a comida com açúcar, soja transgênica e óleo de semente, engordaram uma geração inteira. Depois, apareceram com uma caneta de R$5.000 por mês para resolver o que eles mesmos causaram. Você é o gado que eles primeiro alimentaram e agora estão te vendendo a cura milagrosa. 

A Tirzepatida, (ou Mounjaro, como é popularmente conhecida) faz seu estômago parar, literalmente, ela retarda o esvaziamento gástrico. A comida apodrece dentro de você, as enzimas do pâncreas se voltam contra o próprio órgão. O nome disso? Pancreatite. Seu pâncreas começa a se digerir de dentro para fora e, em casos graves, necrose (o órgão morre). A Anvisa confirmou seis mortes e cento e quarenta e cinco notificações oficiais. E Isso é só o que chegou no sistema.  

Tem gente vendendo Tirzepatida falsa, manipulada, sem refrigeração, sem pureza, sem nada. A dona do Mounjaro faturou onze bilhões de dólares só com esse remédio em 2024. Você acha que eles vão tirar da prateleira? O pâncreas de quem morre vale menos que o lucro do trimestre. Você quer emagrecer? Ótimo. Mas não com uma agulha que dissolve o seu pâncreas enquanto dissolve a gordura. Seu avô não precisava de caneta, ele comia comida de verdade, jejuava sem saber que estava fazendo intermitente e trabalhava com o corpo. 

A cura nunca esteve numa caneta, ela sempre esteve no prato e no jejum. 

E agora vem a parte que quase ninguém quer encarar: não existe milagre que não cobre um preço — e, nesse caso, o preço pode ser o seu próprio corpo. 

A Tirzepatida atua mexendo em hormônios que regulam fome e saciedade, imitando sinais naturais do organismo. Mas quando você terceiriza um processo biológico complexo para uma substância externa, você não está corrigindo a causa, está apenas silenciando o sintoma. E sintomas silenciados costumam voltar mais fortes, ou pior: voltam deformados. 

Você para de sentir fome… mas também começa a perder a relação com o próprio corpo. Come menos, mas não aprende a comer melhor. Emagrece rápido, mas não constrói saúde. E quando para? O peso volta. Muitas vezes maior. Porque o problema nunca foi resolvido — só foi anestesiado.

E tem mais: seu corpo não é burro. Ele se adapta. Reduz metabolismo, conserva energia, entra em modo de sobrevivência. Aquilo que parecia solução vira dependência. A caneta deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade. Você não controla mais o processo, o processo controla você. 

Enquanto isso, o básico continua sendo ignorado porque não dá lucro: Comida de verdade, sono regulado, exposição ao sol, movimento diário e jejum natural (não forçado por remédio, mas pelo ritmo do corpo). Isso não gera bilhões. Isso não patenteia. Isso não cria dependência. Mas isso funciona. 

O sistema não quer pessoas saudáveis, quer clientes recorrentes. Quer gente que precise de remédio pra dormir, pra acordar, pra comer menos, pra comer mais, pra existir. E quando um produto começa a mostrar sinais de risco? Eles não param. Eles ajustam a narrativa. 

“Casos raros, uso inadequado, mais estudos são necessários.” 

Enquanto isso, o número cresce. Você não é um número. Mas, para eles, você pode virar um. A pergunta que fica não é se o remédio funciona, é: a que custo? Porque emagrecer rápido pode parecer vitória… até o dia em que seu corpo cobra a conta. E diferente do boleto, essa conta não dá pra parcelar. 

Fontes: [1] [2] [3] [4]