Nos cemitérios existe um mal - Relato Sobrenatural

Por Tio Lu
No cemitério existe um mal - Relatos Sobrenaturais

Vou contar uma história que mudou minha vida. Fazem 17 anos que meu pai faleceu de câncer no estômago, nunca fomos chegados, mas eu comecei a fazer o ritual de ir todos os sábados no cemitério limpar sua sepultura e ficar um pouco por lá, eu gostava do silêncio do cemitério, do cheiro de rosas e velas queimadas, e do canto dos pássaros. Aquele lugar me trazia paz. 

De princípio eu ia somente aos sábados até meio dia, depois fui ficando mais tempo no final das contas, até fechar. Eu contava os dias para chegar sábado. Com três filhas pequenas e passar o dia todo fora, isso começou a incomodar meu ex marido, por ele e pelas crianças deixei de ir no cemitério. Mas sentia falta de lá. Sentia o cheiro de vela, de rosas e comecei a fugir pra lá, ia em todos os túmulos, conhecia todas as histórias mas quando voltava pra casa era briga certa. 

Chegou o dia de finados e arrumei cedo as crianças para ir comigo, pois pretendia passar o dia inteiro. Coloquei uma roupa toda preta e estava naqueles dias. Sai de casa morta de feliz! E passei o dia todo com as crianças, levei pra almoçar num restaurante e voltei. Aqui em Belém faz muito calor, e com o tanto de gente e com o calor das velas começou a doer minha cabeça mas fiquei até as 19 horas. Vim embora exausta e as meninas mais ainda. 

Nesse dia a briga foi feia e eu jurei nunca mais ir. Dormi cedo e acordei com um mal estar geral. Eu desci fui pra sala e comentei com meu marido que estava com a cabeça pesada e um aperto no peito. Eu sentei no sofá e me senti muito mal, levantei e desmaiei, acordei só na urgência. Desse dia em diante começou meu sofrimento, eu já ficava de cabeça baixa, pois doía menos, e comecei a definhar...parei de comer, de falar e dormia o dia todo. Sentia um frio sobrenatural, e aqui é calor o ano todo. Fui em vários médicos, vários exames, e não dava nada! 

Perdi 30 quilos em dois meses, fiquei esquelética, por fim só ficava deitada, meu marido e minhas filhas me davam banho, pentiavam meu cabelo. Eu estava ciente de tudo, mas não conseguia falar, não dormia via o dia e a noite passar, via minhas filhas sofrerem por falta de cuidados, os médicos queriam me internar pois estava debilitada demais. 

Minha sogra católica Beata chegou em mim e disse: "Eu não suporto te ver assim, tem uma senhora kadercista e vamos lá!" Fui carregada pois não andava mais. 
Chegando lá ela me olhou e disse: "Meu Deus! Porque vc não a trouxe antes? Ela está muito mal." 

Me levaram ao quarto dela onde tinha um altar cheio de Santos. Sem falar nada pois eu só balançava a cabeça ela disse: "Levanta essa cabeça, pois vc não tem nada na cabeça." 

Tirou minha roupa e pude ver meu corpo por um espelho, eu estava pálida e só o osso. Ela me perguntou: "Você foi no cemitério de preto e menstruada certo?" Eu balançei a cabeça positivamente. Ela começou a rezar e jogar álcool com Arruda no meu magro corpo. Virava um gosma grossa e nojenta. E ela disse: "Quando você veio do cemitério, trouxe com você três espíritos, dois rapazes e uma moça. E eles estão na tua costa na altura da nuca." Logo, lembrei daquele filme macabro(Espíritos) e me arrepiei toda. 

Ela perguntava a eles: "Porque vieram com ela? Vocês precisam ir embora, vocês vão matar essa moça." Ela nos contou que eles disseram: "Nós a vimos no cemitério a energia dela bate com a nossa e nos deixa bem, não queremos mal a ela, gostamos de estar com ela." 

A senhora insistiu que ela ia chamar irmãos, da colônia represa para leva-los lá eles iam ser tratados e curados, mas eles relataram e lutaram muito para não irem. Ela rezava, ficou suada, se ajoelhou e olhava para um certo lugar como se tivesse vendo uma cena muito forte. 

Enfim ela disse: Eles foram embora. Foi difícil leva-los se bateram e gritavam foram amarrados a uma corrente de forte energia, foram resgatados." 
Juro na hora me senti bem. Levantei minha cabeça sem sentir o peso. Senti fome e um alívio muito grande. Ela disse: "Por muito pouco você não morre. Nunca mais vá a cemitério sem proteção, e só vá se for muito necessário. 

Ela passou vários banhos, orações e tudo mais. Eu cheguei em casa já falando algumas palavras. Comi um pouco, tomei um banho e depois de 4 meses dormi como nunca mais havia dormido. Fiquei acamada pois estava fraca. Fiz tratamento médico. Custei a falar normalmente e a comer, mas fiquei curada! 

Passou -se alguns meses e fui até aquela senhora levar um presente em forma de gratidão, mas o marido dela disse que logo depois daquele fato, ela ficou doente, foi para São Paulo para descobrir o que ela tinha, mas não deu tempo...ela faleceu. 

Por algum motivo que foge do meu conhecimento aquela senhora morreu por mim, e até hoje nunca a esqueci. E agradeço a Deus, aos espíritos protetores, e a ela. 

Relato de: Nádia Moraes