Névoa no Funeral - Horror Poesia
Por
Tio Lu
Um dia de luto e desespero,
duas salas de velório lado a lado,
a tristeza se espalha por inteiro,
a melancolia deixa-nos abalados.
O ar pesado, a vela acesa,
o cheiro forte invade a narina,
e naquele clima de tristeza,
a névoa surge, sombria e assassina.
Os gritos ecoam pelas paredes,
os gemidos vêm do além,
a morte ronda, trazendo as sombras,
fazendo sentir um medo sem fim.
O corpo da amante dilacerado,
prensado por um carro-forte,
mas ainda assim foi preparado,
para ser velado sem suporte.
Flores brancas cobrem a deformidade,
o rosto parcialmente danificado,
o corpo esquelético e sem piedade,
seu caixão aberto, tudo parecia acabado.
A tristeza invade os corações,
o ar fúnebre emana um lençol,
e lá fora, entre as árvores secas,
o lamento ecoa com dor e pavor.
Mais um defunto chega ao velório,
o carro fúnebre estaciona outra vez,
a Morte ronda com seu inventório,
fazendo crescer a sensação de desgosto e vez.
A névoa avança, sombria e densa,
os corvos pousam no portão enferrujado,
o lodo cobre a parede com sua imensa,
e a morte segue, fria e desalmada.
Um último adeus, o caixão se fecha,
entre lápides e jazigos, a morte segue seu caminho,
mas a névoa ainda está à espreita,
fazendo-nos temer o desconhecido e o adivinho.
O medo persiste, a tristeza se prolonga,
a morte caminha com seu manto negro,
e a névoa segue, sinistra e alonga,
fazendo-nos pensar em nosso próprio desapego.

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