Aspirante a "matador de lobisomens" é preso em Utah
Por
Gustavo José
Um almoço comum, um amigo aparentemente inofensivo... e uma estaca de madeira. Essa combinação digna de um filme de terror virou realidade em Utah, nos Estados Unidos, onde um homem foi preso após atacar seu colega de refeição com uma estaca, alegando que ele era um lobisomem. Sim, você leu certo. Lobisomem. Em pleno século XXI.
O incidente aconteceu em Salt Lake City, no último sábado. José Manuel Perez e seu amigo — cuja identidade não foi revelada — estavam almoçando quando, sem aviso prévio, Perez iniciou um ataque. Após uma breve briga, o agressor conseguiu imobilizar a vítima com um estrangulamento.
Mas o pior ainda estava por vir.
“Você é um lobisomem. Vou perfurar seu coração.”
Essa foi a frase surreal proferida por Perez ao sacar uma estaca de madeira — sim, uma estaca mesmo, como se estivesse no meio de um filme de monstros dos anos 60. A intenção era clara: ele acreditava genuinamente que seu amigo havia se transformado em uma criatura sobrenatural.
Felizmente, a vítima conseguiu escapar antes que o ritual de destruição licântropa fosse concluído.
Após a fuga da vítima, a polícia foi acionada e logo localizou Perez. Com ele, estavam a mochila do amigo e, de forma ainda mais intrigante, várias pedras — cujos propósitos continuam um mistério para as autoridades.
Perez foi preso e acusado de roubo qualificado, mas é inegável que poderia estar enfrentando uma acusação bem mais grave se seu plano de "salvar a humanidade" tivesse funcionado.
O que teria levado alguém a acreditar que estava diante de um lobisomem em pleno dia, no meio de Salt Lake City? Não se sabe ao certo. As autoridades não comentaram se Perez estava sob influência de substâncias, passando por um surto psicótico ou simplesmente vivendo um delírio digno de um conto sobrenatural.
Casos assim nos fazem lembrar que, às vezes, a vida pode ser mais bizarra que qualquer roteiro de filme de terror. E também reforçam a importância de lidar com questões de saúde mental e vigilância comportamental — afinal, nunca se sabe quando alguém pode sacar uma estaca em pleno almoço.
O caso de José Manuel Perez pode até arrancar risos ou expressões de incredulidade, mas por trás da bizarrice está uma situação real e perigosa. O amigo escapou ileso, mas a pergunta permanece: o que, exatamente, Perez viu naquele almoço para acreditar que seu colega era uma criatura da noite?
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