Sombra na Porta
Por
Gustavo José
julho 18, 2025
Na calada da noite, o silêncio é cruel,
Um véu de escuridão cobre o céu.
No quarto frio, a porta range baixo,
Um vulto surge, um espectro sem laço.
É sombra, é vulto, é algo sem nome,
Um frio que corta, que o coração consome.
Na penumbra, seus olhos vazios me encaram,
Sem forma, sem rosto, mas sei que me amparam.
Não é vivo, não é morto, é além,
Um sussurro que gela, um vazio que vem.
No limiar da porta, ele paira e vigia,
Sua presença é peso, é noite sombria.
O chão range lento, o ar fica denso,
Cada passo meu trava, o medo é imenso.
É perto, é próximo, está logo ali,
Um vulto que observa, que nunca sorri.
No escuro, o contorno se forma e desfaz,
Um vulto que dança na luz que se esvai.
É espectro, é sombra, é algo que espera,
Na porta entreaberta, a alma se desespera.
Ó Terror Total, que me toma a razão,
No quarto assombrado, não há salvação.
A sombra me fita, seu olhar é um punhal,
Na noite sem fim, só resta o mal.
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